
A ideia do Bloco de Esquerda era um divórcio a pedido de um dos cônjuges. O projecto foi chumbado pelo Partido Socialista, que já tinha prometido uma proposta para debate lá para Abril, a qual iria pôr fim ao divórcio litigioso. Porém, cedo a Igreja Católica se manifestou contra a mudança da lei que rege os divórcios e que obriga muitos casais portugueses a deixar arrastar processos complicados, ao mesmo tempo que parece que deixam a sua vida pendente enquanto aguardam.
Um tal Duarte da Cunha, professor de Teologia, Filosofia e Antropologia do Matrimónio (o que é isto?) na Universidade Católica fez uma brilhante associação entre a proposta de mudança da lei e a "desagregação da família" e a "violência dos jovens". Realmente, espanto-me como é que não conseguiu encaixar uma qualquer catástrofe natural nestas consequências espantosas... mas parece que as catástrofes naturais são consequências exclusivas da legalização das uniões civis homossexuais (e é por isso que não há nenhum terramoto há muito tempo em Portugal).
Apesar do Parlamento ter aprovado a proposta do Bloco de Esquerda para que um ano seja o prazo de separação de facto exigido para o divórcio, o Partido Socialista chumbou a ideia original do BE para um divórcio exigido por apenas um dos cônjuges, garantindo que em Abril trará uma proposta "mais avançada". Esperemos, então, que o Partido Socialista traga mesmo uma proposta avançada e que ponha fim ao divórcio litigioso. Quando à Igreja Católica, se calhar o melhor é preparar um esquadrão qualquer para combater as consequências que advirão desta medida.

1 projecções:
Boa, boa ! :-)
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